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Centro especializado já realizou 20 mil atendimentos; famílias comemoram desenvolvimento de crianças com autismo

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Desde a inauguração, em 2025 pelo governador Rafael Fonteles, o Centro Especializado de Atendimento às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (Cetea) já realizou mais de 20 mil atendimentos. A unidade oferece acompanhamento multiprofissional para crianças e adolescentes com autismo, reunindo serviços em áreas como psicologia, psicopedagogia, fonoaudiologia, nutrição e educação física.

A proposta é garantir um atendimento integral, com foco no desenvolvimento das habilidades cognitivas, comportamentais e sociais dos pacientes. Além do acompanhamento clínico, o espaço também se destaca pelo acolhimento às famílias, que recebem orientação e suporte durante todo o processo.

O Cetea oferece acompanhamento multiprofissional para crianças e adolescentes com autismo (Foto: João Albert)

Acolhimento e cuidado multiprofissional

O caminho até o diagnóstico foi longo, cheio de dúvidas e desafios. Mas foi também o início de uma nova história para o pequeno Pietro Miguel, de 5 anos, e para a avó, Cleudimar Araújo, que hoje celebra cada avanço conquistado pelo neto. Usuários do Centro Especializado de Atendimento às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista, eles representam milhares de famílias que encontraram no serviço público acompanhamento humanizado.

Cleudimar conta que, desde os primeiros anos de vida, já percebia que o neto tinha um desenvolvimento diferente. As dificuldades foram se tornando mais evidentes com o tempo, até que veio a suspeita e, depois, o diagnóstico de TEA, quando ele tinha cerca de três anos. A partir daí, começou uma rotina intensa de busca por atendimento, que envolvia deslocamentos do interior até conseguir acesso ao serviço especializado.

“Foi muito difícil, a luta foi grande. A gente vinha do interior, enfrentava tudo para conseguir atendimento. Quando conseguimos a vaga, foi uma vitória”, relembra a avó.

Cleudimar Araújo celebra cada avanço conquistado pelo neto Pietro Miguel, de 5 anos (Foto: João Albert)

Desde a entrada no Cetea, logo após a inauguração da unidade, a realidade da família começou a mudar. Pietro passou a ser acompanhado por uma equipe multiprofissional, com atendimentos em áreas como nutrição, psicologia, psicopedagogia e educação física. Os resultados, segundo a avó, começaram a aparecer rapidamente. “Ele melhorou muito no comportamento. Antes, tinha muita dificuldade de entender um ‘não’, era muito agitado. Hoje já está mais calmo, mais atento. Evoluiu na escola, em casa, nas atividades do dia a dia. A gente vê a diferença”, afirma Cleudimar.

Mais do que os avanços clínicos, o acolhimento recebido no centro é outro ponto destacado por Cleudimar. Para ela, o atendimento humanizado faz toda a diferença na jornada das famílias. “Aqui a gente se sente acolhido, desde a recepção até o atendimento. Eu passo o dia todo, quando preciso, e sou bem recebida. Só tenho a agradecer a todos os profissionais e a oportunidade que tivemos de estar aqui”, diz, emocionada, a avó de Pietro.

A avó garante que cada esforço vale a pena diante da evolução do neto. Hoje, Pietro é visto de forma diferente até mesmo pela comunidade onde vive. “As pessoas dizem como ele mudou, como está diferente. Isso pra gente é muito gratificante. Eu agradeço a Deus todos os dias por essa oportunidade”, completa Cleudimar.

Foto: João Albert

A importância da terapia contínua

Uma realidade semelhante é vivida por Maria Augusta Monteiro, mãe atípica de Lourenço Monteiro, de seis anos. Natural de Floriano, ela conta que os sinais iniciais surgiram ainda nos primeiros meses de vida, com dificuldades no olhar, atraso no desenvolvimento e comportamentos repetitivos. O diagnóstico veio aos quatro anos, após um longo processo de investigação.

Desde então, a rotina da família passou a ser marcada pela busca por atendimento especializado. O acesso ao Cetea ocorreu apenas este ano, após a inauguração da unidade e o encaminhamento pela rede de saúde.

Apesar dos desafios, Maria Augusta destaca os avanços no comportamento do filho. “O tratamento aqui já melhorou bastante. Antes ele não recebia nenhum comando, não aceitava um ‘não’. Hoje já consegue entender melhor os limites, já evoluiu muito”, relata a mãe atípica.

Foto: Sergio Henriky

Para ela, o acompanhamento contínuo é essencial para o desenvolvimento das crianças com TEA. “Eu sempre digo para outras mães: não deixem de buscar terapia. É fundamental começar cedo. A gente vê a evolução e isso dá esperança. Eu acredito que meu filho pode ser cada vez mais independente”, afirma Maria.

Augusta reforça a importância da iniciativa. “A gente espera que mais crianças tenham essa oportunidade. O tratamento faz toda a diferença na vida deles e na nossa também”, completa a mãe.

Foto: João Albert

Como ser atendido

O acesso ao serviço ocorre exclusivamente pela Regulação Estadual. Em Teresina, pacientes com hipótese ou diagnóstico confirmado devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após encaminhamento, o nome é inserido no sistema Regula Piauí e o agendamento ocorre conforme a organização da rede. Já os moradores do interior do estado devem procurar a Secretaria de Saúde de seu município e solicitar o encaminhamento para a consulta de triagem.

Após a triagem no centro, o paciente passa por avaliação multiprofissional para definição do plano terapêutico.

O Cetea está localizado na Avenida Higino Cunha, nº 1552, bairro Cristo Rei, em Teresina, no antigo Centro de Perinatologia, ao lado de onde funcionava a Maternidade Evangelina Rosa.

Centro Especializado de Atendimento às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista – Cetea (Foto: João Albert)

Fonte: Governo do Piauí

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